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O tal do “negócio social”

O movimento que une impacto social positivo e tem aproximado os “brasis”.

Um termo que tem ganhado terreno no Brasil é a “nova economia” e dentro desse ecossistema, o de negócios sociais é aquele que mais tem ganhado força nos últimos anos. Conectando favelas, comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e povoados quilombolas com investidores que tem colocado lucro em segundo plano e priorizado impacto social e ambiental, resgate cultural e a qualidade de vida tanto do time de desenvolvimento dos produtos como dos artesãos destas comunidades.

Tendo os elementos acima como seu “core business”, as marcas de moda engajadas que tem buscado desenvolver cases de negócios sociais tem priorizado o slow factory e o dialogo com movimentos globais como o Fashion Revolution.

O resultado por vezes tem sido bem obvio; monetização expressiva para os “empreendedores sociais” e comunidades antes vulneráveis agora transformadas.

O movimento vem chamando a atenção do público com maior poder aquisitivo devido ao design exclusivo (muitas das vezes as coleções possuem pouquíssimas peças) e ancestralidade cultural dessas regiões.

De acordo com a “Carta de Princípios para Negócios de Impacto no Brasil” da
força-tarefa de finanças sociais quem se interessar em desenvolver um negócio social é preciso seguir algumas regras como:

  • Explicitar o compromisso com a missão social e ambiental (este deve ser seu objetivo central).
  • Identificar sua Teoria de Mudança (como a atividade da empresa irá alcançar o objetivo desejado), monitorando-a e reportando-a publicamente a todos os públicos de relacionamento periodicamente.
  • Atuar com um modelo de operação comercial voltado à sustentabilidade financeira. Isso deve ocorrer, principalmente, por meio de receitas dos produtos e serviços. Caso o resultado financeiro viesse basicamente de doações, o negócio seria na verdade uma ONG, sem fins lucrativos, focada apenas no impacto social ou ambiental.
  • Ter compromisso com a governança efetiva, como transparência e participação. Ou seja, deixar claro o funcionamento de processos tanto para acionistas quanto para a sociedade.

Fique atento em nossa próxima coluna iremos selecionar alguns cases de negócios sociais dentro do mundo da moda e contar um pouquinho mais sobre a jornada de cada um.

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