FAST FASHION: QUANTO VALE NOSSAS ROUPAS?

Com a vasta quantidade de informações a que somos submetidos todos os dias, cada vez mais nos propomos a acompanhar essa velocidade em todos os âmbitos, mas principalmente no
informativo.

Também trazemos isso para a moda.

Quem não gosta de dar uma renovada no guarda-roupas e estar dentro das tendências, não é mesmo?

É justamente isso, que a indústria fast fashion – ou a “moda rápida” – nos propõe. As empresas desse modelo industrial estão sempre “de olho” nas tendências de marcas renomadas para fabricarem em larga escala modelos parecidos, porém com qualidade inferior. Desse modo, há uma maior garantia de que as peças serão consumidas.

O modelo de moda rápida ganhou força a partir da década de 1990 quando os consumidores se viram diante de encontrar nas lojas coleções novas praticamente todas semanas e com o preço baixo.

Isso nos traz o questionamento: quanto vale as nossas roupas?
Peças fast fashion são usadas, em média, menos de cinco vezes e geram 400% mais emissões de carbono do que peças comuns, que são utilizadas 50 vezes. E a produção de roupas não polui apenas com emissão de carbono. Para produzir fibras têxteis é preciso desmatar, utilizar fertilizantes, agrotóxicos, extrair petróleo e transportar, entre outras formas de poluição. Além disso, a roupa fast fashion está mais suscetível a ser submetida a exploração de trabalhadores.

Essa busca pelo mais barato fez com que nós, consumidores, perdêssemos a percepção de valor. Nós não sabemos e nem questionamos o real custo do que consumimos, ou pelo menos quanto deveria custar.

A moda consciente surgiu com o intuito de trazer esse questionamento para a forma que consumimos. Da onde vem o que estou comprando? Às vezes, não nos atentamos nem sobre a composição das peças que compramos – muita gente nem lembra que as peças produzidas têm uma etiqueta de composição.

Mas a realidade é que não estamos mais em tempo de consumir com tamanha falta de conexão. É momento de ressignificar nossos costumes e entender nossa responsabilidade não só como consumidor, mas como protagonista social, que a moda (e o consumo) consciente têm espaço para florescer.


Vamos juntxs?

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